
Homens e Mulheres estão cada vez mais insatisfeitos com seus corpos. Têm em mente que a beleza e a felicidade estão diretamente ligadas. Assim, com os avanços da medicina e da tecnologia, cresce o desejo de se tornar uma pessoa esteticamente perfeita. O culto a forma é a escravidão do século XXI.
A mídia exerce uma dominação ideológica sobre nós. A obsessão pela beleza é uma ideia que colocaram na nossa cabeça. A busca crescente por academias e dietas tem como fim uma vida dentro dos padrões impostos e não uma vida mais saudável (esta pode ou não ser uma conseqüência). É evidente que a pessoa que não seguir este modelo sofrerá rejeição. Porém isso não garante que quem siga seja verdadeiramente feliz. Por fora pode-se fazer mil reformas, mas, como diria Machado de Assis “o interno não agüenta tinta”.
Antigamente não era possível aumentar o peito, diminuir a barriga, enfim, corrigir os “defeitos”. Entretanto não seria ruim poder fazer isso tudo hoje? Salvo algumas exceções todas estas cirurgias de aperfeiçoamento da forma nos descaracterizam. Somos o que somos, com qualidades e defeitos, traços bonitos e feios (sendo bonito e feio coisas muito relativas). Ao abandonarmos aquela característica particular para adotar uma geral, estamos nos tornando cada vez mais iguais, estamos nos massificando.
Sendo assim, será que vale a pena todo esse esforço para aparecer melhor para alguém? Não seríamos mais felizes nos aceitando do jeito que somos, ao invés de nos modificarmos para sermos aceitos? É preciso estabelecer um limite para nossa vaidade. Até porque a beleza tem prazo de validade.

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